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O portal para o centro da Terra

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A lenda do Monte Scartaris e o significado oculto de descer às profundezas


Entre as antigas lendas da Islândia existe uma tradição fascinante envolvendo o Monte Scartaris. Segundo essa crença, todos os anos, no dia 26 de junho, exatamente ao meio-dia, a sombra da montanha revelaria uma passagem secreta para o lendário Centro da Terra.


Dizia-se que esse portal conduzia a um mundo subterrâneo habitado por gigantes, seres ancestrais e mistérios preservados desde os primórdios do mundo. Ao longo dos séculos, essa história alimentou o imaginário popular e acabou inspirando uma das obras mais conhecidas da literatura fantástica: "Viagem ao Centro da Terra", escrita por Jules Verne em 1864.


Mas, independentemente de acreditarmos ou não na existência física desse portal, seu simbolismo continua profundamente atual.


O Centro da Terra como símbolo


Em diversas tradições espirituais, mitologias e escolas iniciáticas, a descida ao mundo subterrâneo representa uma jornada de transformação.


Não é apenas uma viagem para as profundezas da Terra, mas para as profundezas da própria alma.


É ali que encontramos nossos medos, nossas sombras, nossos potenciais esquecidos e os tesouros que permanecem ocultos até que estejamos prontos para descobri-los.


Por isso, o Centro da Terra pode ser visto como um símbolo da essência mais profunda do ser.


Enquanto a superfície representa a vida cotidiana, o subterrâneo representa aquilo que permanece escondido: nossa intuição, nossa ancestralidade, nossa força interior e nossa verdadeira natureza.


O chamado para olhar para dentro


Talvez a maior mensagem dessa antiga lenda seja justamente esta:


O verdadeiro portal não está em uma montanha distante.


Ele se abre sempre que temos coragem de silenciar o mundo exterior e mergulhar em nosso mundo interior.


Cada momento de introspecção, cada meditação, cada ritual e cada experiência de autoconhecimento é, de certa forma, uma viagem ao nosso próprio Centro da Terra.


É nesse espaço que encontramos respostas que dificilmente poderiam ser dadas por outra pessoa.


Um convite para este dia


Se desejar honrar simbolicamente essa tradição, reserve alguns minutos para ficar em silêncio.


Acenda uma vela, respire profundamente e pergunte a si mesma:


"O que existe dentro de mim que ainda espera ser descoberto?"


Não busque uma resposta imediata.


Apenas permita que sua própria jornada interior comece.


Porque, às vezes, a maior aventura da vida não é explorar o mundo.


É descobrir quem realmente somos.

 
 
 

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